Onça Caeté celebra um ano no Zoológico de Guaíra com festa e 900 fãs
Onça Caeté celebra um ano no Zoológico de Guaíra

A onça-pintada Caeté celebrou seu primeiro ano no Zoológico Municipal de Guaíra (SP) na sexta-feira (3), com uma festa que atraiu cerca de 900 pessoas e incluiu um bolo de carne especial. O animal chegou ao local em julho de 2025, vindo do BioParque Amazônia, em Parauapebas (PA), como parte de um programa de preservação da espécie por meio da reprodução em cativeiro.

Festa de aniversário e integração com a comunidade

A comemoração foi planejada para coincidir com o início das férias escolares. "A gente quis aproveitar o início das férias escolares e fazer uma comemoração que possa envolver toda a comunidade. Então fizemos, na parte da manhã, uma sessão de enriquecimento ambiental e também atividades com as crianças. À tarde, colocamos um bolo, feito especialmente para a dieta dele, comemorativo do primeiro ano do Caeté", explicou a bióloga responsável técnica pelo zoológico, Ana Paula Chaves Campos.

Adaptação ao novo lar

Batizada de Caeté, nome de origem tupi-guarani que significa "mata densa", a onça percorreu mais de 3 mil quilômetros até o interior paulista, em uma operação que envolveu transporte aéreo solidário e escolta da Polícia Ambiental de Barretos (SP). Ela chegou ao zoológico com um ano e meio e, atualmente, com quase três anos, já está completamente adaptada ao novo lar. "Ele se acostumou muito rápido, é muito inteligente, presta muita atenção em todas as novidades. Por isso a gente sempre procura colocar algum elemento novo para que ele tenha interesse em farejar e expressar, na medida do possível, seus comportamentos naturais. No geral, a gente considera que foi uma adaptação excelente nesse primeiro ano", afirmou Ana Paula.

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O recinto, com 378 metros quadrados, conta com plataforma de descanso, tanque de água, arranhadores de eucalipto e vigilância 24 horas. Toda a estrutura foi avaliada e aprovada pelos órgãos ambientais. Além da adaptação ao novo espaço, a equipe iniciou um trabalho de condicionamento e enriquecimento ambiental para facilitar o manejo e estimular comportamentos naturais do felino.

Estrela do zoológico

Desde a sua chegada, Caeté acumula admiradores. "A gente fala que ele é a estrela do zoológico. Temos a impressão que gosta de ser visto. Principalmente quando tem bastante visitantes, ele fica caminhando, se mostra, deita e sobe nas estruturas. Então é um animal que gosta de companhia, não se estressa fácil", disse a bióloga. De acordo com a chefe do Departamento de Meio Ambiente de Guaíra, Estefane Siqueira, por ter sido criado próximo aos seres humanos, Caeté não demonstra medo. "Como ele foi um animal domesticado, ficou muito tempo próximo do ser humano, então entende que o ser humano é uma pessoa maravilhosa para. Se aproxima, vira a barriga e vocaliza".

A chegada da onça foi um marco para o zoológico e impulsionou a visitação. "A chegada do Caeté foi um marco para o zoológico. A gente saiu de uma visitação de 500 visitantes para 3 mil visitantes por mês. Então o Caeté virou um ícone para a gente, todo mundo conhece o Caeté", afirmou Estefane.

Rotina e próximos passos

Apesar da fama, Caeté mantém uma rotina bem definida. Logo no início da manhã, ele é solto no recinto, onde costuma se alongar, afiar as garras e explorar o ambiente antes da primeira sessão de condicionamento. Ao longo do dia, a equipe promove atividades de enriquecimento ambiental. "Tem dia que a gente joga algum brinquedo na água para ele exercitar, nadar bastante. Em outros dias colocamos elementos em locais mais altos para estimular a escalada. Depois disso ele costuma tirar um cochilo e, no fim da tarde, recebe a alimentação antes de ir para a área de descanso", explicou Ana Paula.

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Há cerca de um mês, a onça passou por um check-up completo, com exames de sangue, radiografias, ultrassom e avaliação odontológica. Segundo a bióloga, os resultados mostraram que a saúde do animal está "impecável" e já está pronto para seguir o projeto de conservação da onça-pintada. Estefane comenta que o próximo passo é casar. Uma fêmea da mesma linhagem amazônica foi encontrada e, ainda neste ano, Caeté e a futura companheira devem iniciar o programa de reprodução em cativeiro. "O órgão ambiental já sinalizou uma fêmea. A gente só precisa fazer umas adequações no recinto, que a gente vai fazer agora no próximo semestre. Vamos adequar o que o órgão ambiental pediu e assim que o local estiver pronto, a gente traz a fêmea para parear".