Governador garante BRT em Cuiabá até o fim do ano e promete segundo trecho em 12 meses
Governador garante BRT em Cuiabá até o fim do ano

O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), anunciou nesta quarta-feira (2) que o sistema de BRT (Bus Rapid Transit) deve começar a operar até o fim de 2025 no trecho entre o Aeroporto Marechal Rondon e a região do CPA, em Cuiabá. A declaração foi feita durante entrevista coletiva, na qual Pivetta também respondeu a críticas sobre atrasos nas obras, atribuiu os problemas à empresa contratada na primeira fase e apresentou um cronograma para a expansão do modal.

Operação parcial e compra de ônibus elétricos

Segundo Pivetta, a construção dos terminais do BRT está em andamento e o edital para a aquisição dos ônibus elétricos deve ser publicado até meados de maio. A expectativa é que os veículos iniciem a operação ainda em 2026. O governador também informou que a Agência Metropolitana será reestruturada para administrar o sistema de transporte coletivo. Questionado se o cronograma representa um compromisso de campanha, Pivetta afirmou que assume pessoalmente a responsabilidade pelo cumprimento da promessa. "É um compromisso do Otaviano Pivetta. Empenho minha palavra, meu histórico e minha honra para cumprir esse compromisso", declarou.

Segundo trecho: conclusão em 12 meses

Pivetta também anunciou que o segundo trecho do BRT, entre a região central de Cuiabá e o bairro Coxipó, pela Avenida Fernando Corrêa da Costa, deverá ser concluído em até 12 meses após o início das obras. O governo já trabalha na elaboração dos projetos e na preparação do edital de licitação. "A Fernando Corrêa nós já estamos trabalhando nos projetos e no edital. Nós queremos fazer em um ano, 12 meses, do dia que começa até o dia que entrega", afirmou. O governador disse ainda que a próxima licitação terá regras mais rígidas para evitar problemas semelhantes aos enfrentados na primeira etapa.

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Governo atribui atrasos a dificuldades financeiras de construtora

Pivetta voltou a afirmar que os atrasos na implantação do BRT ocorreram após dificuldades enfrentadas pela empresa vencedora da primeira licitação. Segundo ele, a construtora cumpria todos os requisitos técnicos e legais exigidos no processo, mas passou a enfrentar problemas financeiros durante a execução das obras. "A empresa tinha um currículo muito bom, cumpriu todos os requisitos legais, mas entrou em dificuldade e começou a marcha lenta. Nós começamos a notificar", disse. De acordo com o governador, o Estado optou por negociar a saída da empresa para evitar que o caso fosse parar na Justiça e mantivesse as obras paralisadas por mais tempo.

Críticas ao VLT e defesa do Parque Novo Mato Grosso

Pivetta também criticou o antigo projeto do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), iniciado para atender à Copa do Mundo de 2014. Segundo ele, a obra foi planejada de forma inadequada e acabou sendo substituída pelo BRT após a atual gestão considerar o modal inviável. Em relação ao Parque Novo Mato Grosso, alvo de questionamentos diante do atraso do BRT, o governador negou que exista relação entre os dois projetos e afirmou que possuem contratos e orçamentos independentes. O parque será um espaço voltado ao esporte, lazer e realização de eventos, beneficiando moradores de Cuiabá, Várzea Grande e de todo o estado, permitindo competições nacionais e internacionais.

Continuidade da gestão e eleições 2026

Ao falar sobre as eleições de 2026, o pré-candidato afirmou que pretende dar continuidade aos projetos iniciados pela atual administração estadual. Segundo Pivetta, o grupo político trabalha para manter o planejamento iniciado em 2019 e seguir executando obras e ações estruturantes em Mato Grosso. "Nós estamos construindo e queremos fazer 12 anos de prosperidade. Um estado que realmente entregue benefícios para todo o povo", afirmou.

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