Casos de gripe em Cuiabá sobem 217,9% e vacinação segue baixa
Gripe em Cuiabá: casos sobem 217,9% e vacinação é baixa

Os casos de Influenza registrados em Cuiabá aumentaram 217,9% em 2026, segundo a Secretaria Municipal de Saúde. Diante desse crescimento expressivo, a Prefeitura de Cuiabá emitiu um alerta sobre a baixa procura pela vacina contra a gripe entre os grupos prioritários. A imunização está disponível gratuitamente nas 72 Unidades de Saúde da Família (USFs) da capital.

Números alarmantes

De acordo com a secretaria, entre 4 de janeiro e 16 de maio deste ano, foram registrados 1.555 casos de Influenza A e B entre moradores de Cuiabá. No mesmo período de 2025, haviam sido contabilizados 489 casos, o que representa um aumento de 217,9%. Considerando pacientes de outros municípios atendidos na capital, o número total chega a 2.009 notificações.

Nova variante identificada

O alerta também ocorre após a identificação de uma nova variante da Influenza A (H3N2), conhecida como “gripe K”, em quatro amostras coletadas em Cuiabá e Várzea Grande entre fevereiro e março deste ano. Apesar do aumento nos casos de gripe, os registros de Covid-19 caíram 89,6% em relação ao ano passado. Em 2026, foram confirmados 107 casos da doença, sendo 84 em moradores de Cuiabá.

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Prevenção e orientações

A Secretaria de Estado de Saúde (SES) também orienta a população a manter hábitos de higiene, como lavar as mãos com frequência por pelo menos 15 segundos ou usar álcool 70%, principalmente ao chegar em casa, antes das refeições e após tossir ou espirrar. A SES ainda recomenda higienizar brinquedos das crianças com frequência, evitar tocar os olhos, nariz e boca após contato com superfícies e evitar aglomerações em ambientes fechados, especialmente durante períodos de maior circulação de vírus respiratórios.

A orientação também é para restringir o contato de idosos, gestantes e pessoas com doenças crônicas com pacientes gripados. Nesses casos, o uso de máscara é recomendado. O órgão também reforçou que a vacinação é a principal forma de prevenir complicações causadas pelos vírus respiratórios.

Unidades de saúde com horário estendido

Confira as USFs que funcionam com atendimento até as 19h: USF Parque Cuiabá, USF Parque Ohara, USF Parque Atalaia, USF Tijucal, USF Coxipó I e II, USF Pedra 90 CAIC I, II e III, USF Jardim Industriário, Clínica da Família CPA I, USF Jardim Fortaleza / Santa Laura, USF Ilza Terezinha Picolli, USF Dom Aquino, USF Pico do Amor, USF Jardim Imperial, USF Bela Vista / Carumbé, USF Terra Nova / Canjica, USF Eldorado, USF Areão, USF CPA III, USF CPA IV, USF Jardim Vitória I, USF Paiaguás, USF Sucuri, USF Ribeirão da Ponte, USF Despraiado, USF Novo Terceiro, USF Jardim Independência, USF Nossa Senhora da Guia. Já com atendimento até as 21h: USF Parque Cuiabá, USF Parque Ohara, USF Parque Atalaia, USF Tijucal, USF Coxipó I e II, USF Pedra 90 CAIC I, II e III, USF Jardim Industriário, Clínica da Família CPA I, USF Jardim Fortaleza / Santa Laura, USF Ilza Terezinha Picolli, USF Dom Aquino, USF Pico do Amor, USF Jardim Imperial, USF Bela Vista / Carumbé, USF Terra Nova / Canjica, USF Eldorado, USF Areão, USF CPA III, USF CPA IV, USF Jardim Vitória I, USF Paiaguás, USF Sucuri, USF Ribeirão da Ponte, USF Despraiado, USF Novo Terceiro, USF Jardim Independência, USF Nossa Senhora da Guia.

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Grupos prioritários

Conforme o boletim epidemiológico, crianças de até 6 anos concentram o maior número de casos de Influenza, com 821 notificações registradas. Já entre as mortes pela doença, a maioria das vítimas tinha mais de 60 anos. A SES reforçou que a campanha de vacinação é voltada, principalmente, aos grupos prioritários, considerados mais vulneráveis às complicações causadas pelos vírus respiratórios. Por isso, estes grupos devem procurar atendimento nas unidades de saúde para se imunizar. São eles: crianças de até 6 anos; gestantes; puérperas; idosos acima de 60 anos; povos indígenas; quilombolas; pessoas em situação de rua; trabalhadores da saúde; professores do ensino básico e superior; profissionais das forças de segurança, salvamento e Forças Armadas; pessoas com deficiência permanente; caminhoneiros; pessoas com doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais; trabalhadores do transporte coletivo rodoviário urbano e de longo curso; trabalhadores portuários; trabalhadores dos Correios; população privada de liberdade, funcionários do sistema prisional e jovens sob medidas socioeducativas.