A Secretaria de Estado de Saúde de São Paulo confirmou, nesta terça-feira (28), o segundo caso importado de sarampo no estado em 2026. O paciente é um homem de 42 anos, natural da Guatemala, com histórico de vacinação. A doença viral altamente contagiosa reacende o alerta para a necessidade de imunização, especialmente diante do aumento do fluxo internacional de viajantes para grandes eventos, como a Copa do Mundo.
Detalhes do caso
De acordo com a pasta, a notificação ocorreu no final de março, mas a confirmação laboratorial só foi concluída neste mês. O Centro de Vigilância Epidemiológica de São Paulo emitiu um alerta na segunda-feira (27). O primeiro caso importado do ano foi registrado em uma menina de seis meses, sem vacinação, que visitou a Bolívia em janeiro.
Vacinação é a principal prevenção
A primeira dose da vacina tríplice viral é aplicada aos 12 meses, com reforço aos 15 meses. Para crianças de 6 a 11 meses em situações de risco elevado, pode ser administrada a "dose zero", que não substitui as doses de rotina. Adultos de 5 a 29 anos devem ter duas doses; de 30 a 59 anos, ao menos uma dose, se não houver comprovação vacinal.
Riscos e cenário epidemiológico
O sarampo pode causar complicações graves como pneumonia, encefalite e morte, especialmente em crianças menores de 1 ano. Um infectado pode transmitir o vírus para até 18 pessoas não vacinadas. No fim de 2025, a região das Américas perdeu o certificado de eliminação da doença, segundo a Opas. O Ministério da Saúde alertou para o risco de reintrodução do vírus no Brasil devido à Copa do Mundo, já que países-sede (Estados Unidos, México e Canadá) registram surtos.
Calendário vacinal completo
- Crianças de 6 a 11 meses: Dose zero em situações de risco aumentado.
- Crianças a partir de 12 meses: Primeira dose (D1) aos 12 meses com tríplice viral; segunda dose (D2) aos 15 meses com tetraviral (ou tríplice viral + varicela).
- Pessoas de 5 a 29 anos: Duas doses da tríplice viral, com intervalo mínimo de 30 dias.
- Pessoas de 30 a 59 anos: Uma dose da tríplice viral, caso não haja comprovação de vacinação anterior.
A vacina contra o sarampo é oferecida gratuitamente pelo SUS. A Secretaria de Saúde de São Paulo reforça o monitoramento contínuo e a importância da imunização para evitar surtos.



