Lifting facial se reinventa com técnicas modernas para rejuvenescimento natural
Na série de TV Grace and Frankie, a atriz Jane Fonda, de 88 anos, utiliza o face tape, um truque antigo para levantar a pele do rosto. Durante décadas, esse foi o segredo para driblar as marcas do tempo, até que a medicina avançou e popularizou soluções mais consistentes.
Evolução do lifting facial: do artificial ao natural
Nos anos 1980, especialistas criaram o lifting facial, um procedimento que literalmente levanta o rosto. Hoje, ele vivencia uma reinvenção amparada em novos métodos e tecnologias, com uma mudança radical na forma como é planejado, executado e percebido.
A prova viva são as fotos de antes e depois da atriz americana Denise Richards, de 55 anos. Conhecida mundialmente, ela abriu o jogo ao comentar as intervenções estéticas e a busca por resultados mais naturais. A transformação surpreendeu as redes sociais, com brincadeiras sobre um novo rosto.
Técnicas avançadas: deep plane e abordagens híbridas
A metamorfose de artistas como Richards vem de uma combinação de técnicas, sendo uma das principais a última geração de deep plane facelift. A ideia não é mais esticar a pele, mas reposicionar estruturas da face sem desrespeitar a anatomia, rejuvenescer sem alterar a base natural.
Se antes os procedimentos eram associados a resultados artificiais, a proposta hoje é outra. Hoje sabemos que não existem só transformações na pele: há perda de gordura, absorção óssea, flacidez muscular... E o lifting moderno trata cada uma dessas camadas, diz a cirurgiã plástica Beatriz Lassance, da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.
Na prática, isso se traduz em um cardápio de técnicas, como:
- SMAS
- Plicatura
- Deep plane
- Lifting endoscópico
Cada vez mais vemos uma combinação de abordagens. É o que se chama de lifting híbrido, completa a médica. Um pacote de sessões começa na faixa de 30.000 reais e pode chegar a 300.000 reais para tratamentos mais complexos.
Celebridades impulsionam a tendência
Além de Richards, fizeram barulho as montagens de antes e depois da socialite americana Kris Jenner, de 70 anos, e do ator Brad Pitt, de 62. O trunfo do deep plane é reorganizar o rosto de dentro para fora, reposicionando músculo, gordura e pele.
Richards provavelmente passou por uma elevação de supercílios e blefaroplastia para erguer as pálpebras, mostrando como as técnicas podem ser combinadas para resultados harmoniosos.
Mudança no perfil dos pacientes
Além da evolução técnica, muda também o perfil do paciente. O público de 50 a 70 anos continua cativo, mas não está mais sozinho. Pesquisas e a rotina de consultório revelam que é cada vez mais comum pessoas na faixa dos 40 procurarem esse tipo de intervenção.
Nomes como a cantora Anitta e a atriz Emma Stone alimentam os burburinhos depois de aparições com o rosto mais esculpido. Essa tendência se deve à maior exposição da própria imagem, aos resultados mais naturais das cirurgias atuais e também à frustração com o excesso de procedimentos minimamente invasivos, diz o cirurgião André Auersvald, membro da SBCP.
Cuidados e alertas importantes
Os especialistas rejeitam a noção de um lifting preventivo, pois o envelhecimento não segue um roteiro fixo. No entanto, entre os 40 e os 50 anos, os resultados tendem a ser otimizados devido à elasticidade da pele.
Independentemente da idade, é primordial buscar profissionais gabaritados e desconfiar de promessas nas redes sociais. Cuidado com quem diz que resolve tudo sem cicatriz, sem risco e sem recuperação, alerta Auersvald. Procedimentos como o lifting exigem apuro técnico, estrutura adequada e respeito ao pós-operatório.
Do contrário, o sonho hollywoodiano pode escorrer rosto abaixo, destacando a importância de escolhas conscientes e informadas na busca pelo rejuvenescimento.



