A hipertensão arterial, doença hereditária que exige mudanças significativas nos hábitos de vida, está se tornando cada vez mais frequente entre crianças e adolescentes, conforme alerta a Organização Mundial da Saúde (OMS). A condição, antes associada principalmente a adultos, agora preocupa especialistas devido ao aumento de casos em jovens.
O que é a hipertensão?
A pressão alta, como é popularmente conhecida, é uma condição crônica caracterizada pelos níveis elevados da pressão sanguínea nas artérias. Ela acontece quando os valores das pressões máxima e mínima ultrapassam os 140 por 90 mmHg (14 por 9). A doença é hereditária, mas fatores como má alimentação, sedentarismo e estresse contribuem para seu desenvolvimento.
Impacto em crianças e adolescentes
Dados da OMS indicam que a hipertensão está afetando cada vez mais a população jovem. O estilo de vida moderno, com consumo excessivo de alimentos processados, ricos em sódio e gorduras, aliado à falta de atividade física, são os principais vilões. A obesidade infantil também é um fator de risco importante.
Prevenção e tratamento
A mudança de hábitos é a principal recomendação para prevenir e controlar a hipertensão. Isso inclui:
- Alimentação saudável: reduzir o consumo de sal, açúcar e gorduras, priorizando frutas, verduras, legumes e grãos integrais.
- Atividade física regular: pelo menos 60 minutos por dia de exercícios moderados a intensos para crianças e adolescentes.
- Controle do peso: manter o índice de massa corporal (IMC) adequado para a idade.
- Evitar o tabagismo e o consumo de álcool.
O diagnóstico precoce é fundamental. Medir a pressão regularmente, mesmo em crianças, pode identificar o problema antes que cause danos ao coração, rins e cérebro.
Sinais de alerta
Embora a hipertensão seja muitas vezes assintomática, alguns sinais podem indicar pressão alta: dores de cabeça frequentes, tonturas, visão embaçada, zumbido no ouvido e sangramento nasal. Caso a criança apresente esses sintomas, é importante procurar um pediatra.
A OMS reforça que a conscientização sobre a hipertensão deve começar cedo, e que escolas e famílias têm papel crucial na promoção de hábitos saudáveis. A prevenção ainda é o melhor remédio.



