ANS atualiza painel de reajuste de planos coletivos; veja índices
ANS atualiza painel de reajuste de planos coletivos

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) atualizou o Painel de Reajustes de Planos Coletivos, ferramenta que reúne dados sobre variações de preço aplicadas por operadoras de saúde em contratos empresariais e por adesão. O percentual de incremento dos dois primeiros meses de 2026 foi de 9,9%, índice médio que, segundo a agência, representa um cenário de queda.

Na avaliação do reajuste médio, a tendência de desaceleração dos reajustes nos contratos coletivos de assistência médico-hospitalar iniciada em 2024 está sendo mantida. Em 2025, o índice foi de 10,76% e, no primeiro bimestre de 2026, atingiu 9,9%. “Os percentuais refletem os reajustes anuais informados pelas operadoras com base na variação de custos efetivamente praticada”, detalhou a ANS em nota.

Reajustes por porte de contrato

Na modalidade de planos de saúde com menos de 30 vidas, que corresponde a 23,5% dos beneficiários, o reajuste foi de 13,48% no primeiro bimestre de 2026, ante 14,24% em 2025. Já nos contratos de maior porte, o reajuste médio foi inferior, refletindo a diferença de poder de negociação.

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Planos odontológicos

No cálculo para planos exclusivamente odontológicos, o reajuste no início de 2026 foi de 3,44%, ante 3,27% em 2025. Os reajustes têm se mantido estáveis desde 2023, de acordo com a ANS. “Nesse segmento, 20% dos beneficiários que receberam reajustes estavam em contratos com menos de 30 vidas e registraram reajuste médio de 4,54% em 2025, enquanto contratos de maior porte tiveram média de 2,97% no mesmo período”, informou a agência.

No detalhamento dos dois primeiros meses de 2026, 18% dos beneficiários impactados estavam em contratos com menos de 30 vidas, com reajuste médio de 4,03%. Nos contratos de maior porte, a média foi de 3,30%.

Ferramenta interativa

O Painel de Reajustes de Planos Coletivos é uma plataforma interativa que permite verificar informações estratificadas por tipo de contratação, porte do contrato, modalidade e porte da operadora. Também permite consultas individualizadas por operadora. As informações são atualizadas a cada três meses após o encerramento do envio dos comunicados pelas operadoras, segundo a ANS.

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