O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo (24) que a relação do país com o Irã está se 'tornando muito mais profissional e produtiva'. Em uma publicação na rede social X, Trump declarou que orientou os representantes norte-americanos envolvidos nas negociações de paz com Teerã a não terem pressa, enfatizando que o tempo está a favor do governo dos EUA.
Declarações de Trump sobre as negociações
'As negociações estão progredindo de forma ordenada e construtiva, e informei meus representantes para não se precipitarem em um acordo enquanto o tempo estiver a nosso favor', escreveu Trump. Ele acrescentou: 'Ambos os lados devem ter calma e fazer tudo certo. Não pode haver erros! Nossa relação com o Irã está se tornando muito mais profissional e produtiva. Eles precisam entender, no entanto, que não podem desenvolver ou adquirir uma arma ou bomba nuclear'.
O presidente norte-americano também abordou a situação no Estreito de Ormuz, afirmando que o bloqueio militar mantido pelos EUA nos portos iranianos 'permanecerá em pleno vigor até que um acordo seja alcançado, certificado e assinado'.
Resposta do Irã
Mais cedo, segundo agências de notícias iranianas, o conselheiro militar do líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, defendeu o 'direito legal' do país de administrar o Estreito de Ormuz para garantir a segurança nacional. 'A gestão iraniana do Estreito de Ormuz põe fim a 50 anos de insegurança no Golfo Pérsico', declarou Mohsen Rezaei, conselheiro militar.
Detalhes do acordo proposto
Os Estados Unidos e o Irã estão próximos de assinar um acordo que prevê uma extensão de cessar-fogo por 60 dias, durante a qual o Estreito de Ormuz seria reaberto. Segundo o site de notícias norte-americano Axios, que citou um membro do governo dos EUA, o acordo permitiria que o Irã vendesse petróleo livremente e seriam realizadas negociações para limitar o programa nuclear iraniano.
De acordo com a reportagem do Axios, durante o período de 60 dias, o Estreito de Ormuz permaneceria aberto sem cobrança de taxas, e o Irã concordaria em remover as minas instaladas na região para permitir a livre passagem de navios. Em troca, os EUA suspenderiam o bloqueio naval aos portos iranianos na entrada do Estreito de Ormuz, concederiam isenções de sanções para permitir que o Irã vendesse petróleo livremente e desbloqueariam fundos iranianos durante o período de 60 dias.
O rascunho do acordo também inclui compromissos do Irã em nunca desenvolver armas nucleares, suspender seu programa de enriquecimento de urânio e aceitar a remoção de seu estoque de urânio altamente enriquecido. Fontes das negociações afirmaram ao Axios que o Irã forneceu aos EUA, por meio de mediadores, compromissos verbais sobre essas concessões.
A agência de notícias iraniana Tasnim informou que o texto do rascunho estima que, com a liberação do Estreito de Ormuz, o número de navios autorizados a transitar pelo local retornaria ao nível anterior à guerra dentro de 30 dias.
Trump diz que acordo está próximo
No sábado (23), Trump disse achar que o acordo estava perto de ser concluído. No entanto, horas antes, ele também afirmou que vai 'explodi-los em mil infernos' caso as duas partes não consigam alcançar um consenso até este domingo. As negociações entre Irã e Estados Unidos, que travam uma guerra desde o fim de fevereiro no Oriente Médio, se arrastam há semanas. Uma proposta feita pelo Irã na semana passada foi rejeitada por Washington, que considerou os termos insuficientes. Uma das principais exigências dos EUA é que o Irã encerre em definitivo seu programa nuclear, o que Teerã nega.



