Trump afirma estar perto de acordo com Irã sobre Estreito de Ormuz
Trump: acordo com Irã sobre Ormuz está próximo

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou no sábado (23) que está "finalizando detalhes de acordo" com o Irã, indicando que um entendimento sobre o Estreito de Ormuz pode estar próximo. Horas antes, no entanto, Trump ameaçou "explodi-los em mil infernos" caso as negociações não avancem até domingo.

Irã defende controle do estreito

O conselheiro do líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, defendeu neste domingo (24) o "direito legal" do país de administrar o Estreito de Ormuz para garantir a segurança nacional. Mohsen Rezaei, assessor militar do líder, afirmou à agência Tasnim: "A gestão iraniana do Estreito de Ormuz põe fim a 50 anos de insegurança no Golfo Pérsico".

Detalhes do acordo proposto

Segundo o site Axios, que citou um membro do governo dos EUA, o rascunho do acordo prevê uma extensão do cessar-fogo por 60 dias, durante a qual o estreito seria reaberto. O Irã poderia vender petróleo livremente, e seriam realizadas negociações para limitar seu programa nuclear.

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  • Durante os 60 dias, o Estreito de Ormuz permaneceria aberto sem cobrança de taxas, e o Irã removeria as minas instaladas na região.
  • Os EUA suspenderiam o bloqueio naval aos portos iranianos e concederiam isenções de sanções para venda de petróleo, além de desbloquear fundos iranianos.
  • O Irã se comprometeria a nunca desenvolver armas nucleares, suspender o enriquecimento de urânio e remover seu estoque de urânio altamente enriquecido.
  • Fontes disseram ao Axios que o Irã forneceu compromissos verbais por meio de mediadores.

A agência Tasnim informou que, com a liberação do estreito, o número de navios autorizados a transitar retornaria ao nível anterior à guerra em 30 dias.

Negociações arrastadas

As negociações entre Irã e EUA, que travam uma guerra desde o fim de fevereiro, se arrastam há semanas. Uma proposta iraniana foi rejeitada por Washington, que considera os termos insuficientes. A principal exigência dos EUA é o fim definitivo do programa nuclear iraniano, o que Teerã nega.

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