Autoridades chinesas revisaram para 82 o número de mortos na explosão da mina de carvão de Liushenyu, localizada na província de Shanxi. O acidente ocorreu na noite de sexta-feira (22), quando uma explosão de gás atingiu o subsolo da mina, onde 247 trabalhadores estavam no momento do incidente.
Revisão do número de mortos
Inicialmente, as autoridades reportaram pelo menos 90 mortes, mas a contagem foi corrigida após uma apuração mais precisa. Guo Xiaofang, chefe do condado de Qinyuan, explicou que o caos na cena do desastre dificultou a contagem inicial. "Após o incidente, a cena era caótica, a contagem da empresa sobre o número de trabalhadores não estava clara, o que levou ao número inicial impreciso", declarou.
Além dos 82 mortos, duas pessoas continuam desaparecidas e 128 estão feridas. Os trabalhadores feridos foram hospitalizados para tratamento, enquanto 35 escaparam ilesos da explosão, segundo Guo Xiaofang.
Medidas do governo chinês
O governo chinês fechou as quatro minas do Grupo de Coqueificação de Carvão Shanxi Tongzhou, empresa proprietária da mina de Liushenyu. Os executivos da companhia foram detidos pelas autoridades locais para investigação.
O presidente Xi Jinping ordenou uma investigação sobre o incidente e pediu no sábado (23) que as autoridades não poupem esforços no tratamento médico dos feridos e nas buscas pelos desaparecidos. A mídia estatal publicou um editorial neste domingo (24) exigindo mais segurança. O jornal Diário do Povo defendeu a reversão da tendência de priorizar o desenvolvimento em vez da proteção aos trabalhadores.
O desastre mais letal em 17 anos
Este é o acidente mais letal na mineração chinesa desde 2009, quando uma explosão em Heilongjiang matou 108 trabalhadores. A mina de Liushenyu produz 1,2 milhão de toneladas de carvão por ano. O carvão é a base do setor energético da China, que extraiu 4,83 bilhões de toneladas no ano passado.



