A morte do fisiculturista Gabriel Ganley, de 22 anos, gerou grande comoção nas redes sociais, onde fãs resgataram diversos vídeos do influenciador digital exibindo seus hábitos e os bastidores da profissão. Embora a investigação ainda não tenha confirmado a causa da morte, uma das principais hipóteses aponta para o uso de hormônios e outros medicamentos sem prescrição médica, como testosterona e insulina, visando o ganho muscular.
Relato preocupante em publicação recente
Em uma de suas últimas postagens, cerca de uma semana antes de falecer, Ganley descreveu ter sentido “leveza” no corpo e “confusão mental”, além de dificuldade para falar e se movimentar, após aplicar insulina. Ele mencionou que sintomas como “suadeiras” e “tremedeiras” eram frequentes, mas naquela ocasião passou mais mal do que o normal e precisou de ajuda de amigos. “A primeira onda da insulina dá uma acalmada, leve... só que aí começou a me dar muita confusão mental, eu não conseguia focar o olhar, ficava meio vesgo. Como já tinha tomado insulina antes e já tinha dado confusão mental, achei que estava de boa. Não percebi que estava passando mal”, relatou.
Vídeos revelam hábitos arriscados
Além do relato, outros vídeos do fisiculturista mostram seus métodos para “manter o shape”, como ingerir dezenas de pílulas de medicamentos de uma só vez e usar frequentemente medicamentos injetáveis. Em um dos vídeos, ao ser questionado por colegas, Ganley respondeu: “Mata, não”. As imagens viralizaram, mostrando a rotina perigosa do atleta.
Investigação em andamento
A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo informou que o caso é tratado como morte suspeita, sem sinais aparentes de violência. Ganley foi encontrado caído na cozinha por um amigo. Especialistas alertam que tanto a insulina quanto os esteroides anabolizantes derivados da testosterona podem causar complicações graves quando usados para fins estéticos ou de performance. A insulina, hormônio essencial para o transporte de glicose para as células, é usada por alguns fisiculturistas na tentativa de aumentar o armazenamento de nutrientes nos músculos. No entanto, doses inadequadas podem levar à hipoglicemia, condição perigosa de baixa taxa de açúcar no sangue.



