Homem armado atira contra agentes do Serviço Secreto na Casa Branca e morre
Atirador morre após troca de tiros com agentes na Casa Branca

Um homem armado abriu fogo contra agentes do Serviço Secreto dos Estados Unidos em frente à Casa Branca no sábado, resultando em sua morte após ser baleado. O incidente ocorreu antes do anoitecer, mas um forte esquema policial permaneceu no local durante toda a noite nos arredores da residência oficial do presidente dos EUA.

Detalhes do ataque

O atirador disparou contra agentes em um posto de segurança próximo à Casa Branca. Em comunicado oficial, o Serviço Secreto informou: “Os agentes reagiram, atingindo o suspeito, que foi levado a um hospital local, onde morreu posteriormente.” Durante a troca de tiros, uma pessoa que passava pelo local também ficou ferida. A corporação não divulgou detalhes sobre o estado de saúde da vítima, mas a CBS News reportou que o pedestre estaria em estado grave.

Testemunhas relataram que entre 15 e 30 disparos foram efetuados em uma esquina a cerca de um quarteirão do prédio onde mora o presidente Donald Trump. O som dos tiros foi ouvido por jornalistas que estavam no gramado norte da Casa Branca fazendo transmissões ao vivo sobre as negociações de paz com o Irã. Eles foram rapidamente levados para a sala de imprensa, enquanto agentes fortemente armados do Serviço Secreto se mobilizavam.

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Reação de Trump

Donald Trump estava na Casa Branca no momento dos disparos, mas não foi afetado pelo ocorrido, segundo o porta-voz do Serviço Secreto, Anthony Guglielmi. O presidente cancelou todas as viagens do fim de semana devido à crise com o Irã. Em suas redes sociais, Trump comentou: “Agradeço aos nossos excelentes agentes do Serviço Secreto e às forças de segurança pela ação rápida e profissional nesta noite contra um atirador perto da Casa Branca que tinha histórico de violência e parecia obcecado pelo edifício mais amado da nossa nação.”

Diversos veículos de imprensa identificaram o suspeito como Nasire Best, de 21 anos, morador de Maryland. Ele tinha histórico de problemas de saúde mental e já era conhecido do Serviço Secreto por circular frequentemente nas imediações da Casa Branca.

Contexto de segurança

O incidente ocorreu cerca de um mês após outro episódio de segurança no Jantar dos Correspondentes da Casa Branca. Na ocasião, um homem de 31 anos, identificado como Cole Allen, tentou entrar armado no salão do hotel onde o evento ocorria, com a presença de Trump e cerca de dois mil convidados. Segundo a promotoria, Allen passou correndo pelo detector de metais, seguiu em direção à escadaria e disparou uma arma. Agentes do Serviço Secreto responderam com cinco tiros, mas ele não foi atingido, caiu no chão e foi imobilizado. Ninguém ficou ferido, embora os disparos tenham provocado a retirada de Trump do local.

Documentos judiciais revelaram que Allen deixou mensagens eletrônicas antes do ataque, afirmando que seu alvo era Trump, a quem chamou de “pedófilo, estuprador e traidor”. Ele também pedia desculpas à família, explicava os motivos da invasão e dizia estar disposto a matar integrantes do governo, considerando os demais convidados como “dano colateral aceitável”. A investigação apontou que Allen planejou o ataque durante semanas, viajou de trem da Califórnia para evitar controles de segurança aeroportuária e reservou duas noites no hotel para acessar o local como hóspede. Allen se declarou inocente das acusações e deve voltar ao tribunal em 29 de junho.

O episódio deste sábado reforça as preocupações com a segurança na capital americana, especialmente em áreas sensíveis como a Casa Branca.

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