Corpo de corretora assassinada em Goiás chega a Uberlândia para sepultamento após confissão de síndico
Corpo de corretora assassinada em Goiás chega a Uberlândia para sepultamento

Corpo de corretora assassinada em Goiás chega a Uberlândia para sepultamento após confissão de síndico

O corpo de Daiane Alves Souza, uma corretora de imóveis de 43 anos assassinada em Caldas Novas, no Sul de Goiás, foi liberado pelo Instituto Médico Legal de Goiânia na noite de terça-feira, 3 de fevereiro. Após sete dias de procedimentos periciais, o corpo chegou a Uberlândia nesta quarta-feira, 4 de fevereiro, onde será sepultado no Cemitério e Crematório Parque dos Buritis.

De acordo com a mãe da vítima, Nilse Alves, o velório aberto ao público está previsto para começar a partir das 13 horas, com o sepultamento marcado para as 17 horas. O irmão de Daiane, Arnaldo Alves Souza, esteve em Goiânia para realizar a liberação do corpo e iniciar os trâmites legais. Em entrevista, ele expressou o sofrimento irreparável da família e reforçou o pedido por justiça.

Família clama por justiça após tragédia

"Nós queremos que a justiça seja feita. Minha irmã pagou um preço muito alto para revelar quem esse homem realmente é. Ela já sabia que ele era um criminoso. Com o sacrifício dela, Deus mostrou ao Brasil inteiro quem ele é. Ele próprio confessou. Agora, queremos justiça", ressaltou Arnaldo.

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O atestado de óbito emitido pelo IML confirma que a causa da morte foi homicídio provocado por arma de fogo, com um disparo na cabeça. Devido ao estado avançado de decomposição do corpo, encontrado em uma área de mata a cerca de 15 quilômetros de Caldas Novas após mais de um mês de desaparecimento, o caixão será fechado durante o velório.

Detalhes do crime e investigação

Daiane estava desaparecida desde 17 de dezembro de 2025, quando foi vista pela última vez no condomínio onde morava. A polícia usou DNA extraído dos dentes para confirmar a identidade do corpo. O síndico do prédio, Cléber Rosa de Oliveira, e seu filho, Maikon Douglas de Oliveira, foram presos suspeitos do crime.

Cléber confessou o assassinato após uma discussão no subsolo do prédio e indicou o local onde o corpo foi abandonado. Ele já havia sido denunciado pelo Ministério Público pelo crime de stalking contra Daiane, com alegações de agressões físicas e verbais entre fevereiro e novembro de 2025. A motivação do crime pode estar relacionada a desentendimentos sobre a administração dos imóveis da família de Daiane.

Notas das defesas e contexto pessoal

A defesa de Cleber informou que os fatos ainda estão sendo apurados e que ele está comprometido em contribuir com as autoridades. Já os advogados de Maicon afirmaram que ele não tem envolvimento direto ou indireto no crime e estão tomando medidas para restabelecer sua liberdade.

Daiane, que morava em Goiás há cerca de dois anos para trabalhar administrando imóveis familiares, era descrita por amigos como uma pessoa alegre, determinada e companheira. Ela era solteira e deixa uma filha de 17 anos. A amiga Georgiana dos Passos destacou que o xodó de Daiane era a filha, e ela desejava ser mãe novamente de um menino chamado Isaque.

O caso continua sob investigação da Polícia Civil, com a família e a comunidade aguardando o desfecho judicial para que a justiça seja feita.

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