Trump diz que acordo com Irã não está totalmente negociado
Trump: acordo com Irã ainda não totalmente negociado

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo (24) que o acordo para o fim da guerra com o Irã ainda não foi visto por ninguém, nem está totalmente negociado. Ele voltou a defender que, se o texto for assinado, não permitirá a produção de armas nucleares por parte de Teerã.

Declarações de Trump sobre o acordo

Em publicação na rede social Truth Social, Trump escreveu: "Se eu fizer um acordo com o Irã, será um bom e adequado, diferente daquele feito por [Barack] Obama, que deu ao Irã grandes quantias de DINHEIRO e um caminho claro e aberto para uma arma nuclear. Nosso acordo é exatamente o oposto, mas ninguém o viu ou sabe o que é. Ele nem mesmo está totalmente negociado ainda".

Mais cedo, neste domingo, Trump disse que orientou os representantes dos EUA a não terem pressa de negociar um acordo com Teerã e que o tempo está a favor do governo norte-americano. "As negociações estão progredindo de forma ordenada e construtiva", publicou.

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Reações e contexto das negociações

Uma reportagem do jornal The New York Times divulgou que os EUA e o Irã concordaram em um compromisso para permitir a reabertura do Estreito de Ormuz, que incluiria os iranianos abrirem mão do seu arsenal nuclear. A informação é de um oficial americano próximo das negociações, segundo o jornal.

Trump respondeu: "Então não dê ouvidos aos perdedores, que criticam algo sobre o qual não sabem nada". Ele não citou diretamente a publicação do NYT.

Os Estados Unidos impõem, desde abril, um bloqueio aos portos iranianos, depois que Teerã praticamente paralisou o tráfego pelo Estreito de Ormuz em resposta aos ataques americanos e israelenses contra o Irã, iniciados em 28 de fevereiro. Ormuz é um importante canal para o comércio mundial de petróleo. Por lá, antes do conflito, passavam cerca de 20% da produção mundial. O fechamento temporário causou impactos nos preços da commodity pelo mundo.

Os comentários de Trump ocorreram horas após republicanos e democratas terem rejeitado aspectos do acordo em discussão. Os senadores republicanos Ted Cruz e Lindsey Graham, assim como Mike Pompeo, secretário de Estado de Donald Trump durante seu primeiro mandato, expressaram sua oposição a que o Irã receba quaisquer benefícios em um futuro próximo, como a liberdade de vender seu petróleo.

Este texto está em atualização.

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