Renan Santos e Joaquim Barbosa: os 'azarões' na corrida presidencial de 2026
A eleição presidencial de 2026, marcada pela forte polarização entre o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pode ter surpresas. Dois nomes despontam como potenciais 'azarões', ou dark horses: Renan Santos, do partido Missão, e o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa.
Renan Santos: a aposta antissistema
Renan Santos, que apareceu com 6,9% das intenções de voto na pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada em 19 de maio, ocupa a terceira posição no primeiro turno, superando Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD). Seu discurso antissistema e o foco no combate à corrupção lembram a estratégia de Jair Bolsonaro em 2018. Entre os jovens de 16 a 24 anos, Renan lidera com 36,1%, à frente de Lula (28,2%) e Flávio Bolsonaro (24,5%). Ele critica abertamente o envolvimento de Flávio com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, e as suspeitas de rachadinha e milícia.
Joaquim Barbosa: o algoz dos mensaleiros
Joaquim Barbosa, ex-relator do processo do mensalão que condenou petistas como José Dirceu, filiou-se ao Democracia Cristã e cogita disputar a Presidência. Sua campanha, se confirmada, teria o combate à corrupção como carro-chefe, tema em alta devido aos escândalos recentes, como a fraude do Banco Master e a roubalheira contra aposentados. Barbosa já considerou concorrer em 2018, mas desistiu; agora, pode entrar na disputa.
O presidente do PT, Edinho Silva, reconhece que as denúncias em investigação podem abrir espaço para um outsider, como ocorreu em 2018. Renan Santos busca aproveitar essa janela, mas pode enfrentar a concorrência de Barbosa em breve. A corrida promete emoções, com a possibilidade de um nome fora do eixo polarizado surpreender.



